4 de dez de 2011

Tudo sobre o último final de semana de futebol em 2011

O JEC se sagrou campeão da Série C, enquanto o Clássico de Florianópolis terminou empatado em um a um

Jogadores do JEC comemoram a conquista. Foto: Rogerio da Silva
Ontem o Joinville Esporte Clube, de tantas glórias, ganhou o terceiro título de Campeonato Brasileiro da Série C da história do futebol catarinense. Depois da conquista do Tigre em 2006 e do Avaí em 1998, o JEC traz mais um caneco brasileiro para o nosso estado.


Não há muito que se pontuar sobre o jogo. Foi mais um show do Tricolor, que não perdoou ninguém nesta edição da Série C. No primeiro jogo, em Alagoas, o JEC já havia vencido por 3 a 1. Ontem, com uma goleada por 4 a 0 que lavou a alma de todos os torcedores que lotaram a Arena, o Joinville voltou para a Série B com toda a força e com o caneco da terceira divisão.


Público recorde na Arena Joinville. Foto: Cleber Gomes
Agora resta o planejamento do clube para o ano que vem. Segundo o Presidente Márcio Vogelsange, que concedeu entrevista ao Santa Catarina FC (estamos produzindo uma matéria especial sobre a ascensão do JEC, ela será publicada ainda nesta semana), o Joinville entrará com um time competitivo no Catarinense de 2012 e chega na Série B com o objetivo da permanência.


Sobre o ano de 2011, Márcio nos disse que o investimento foi menor no Catarinense, para que o clube chegasse com maior poder aquisitivo na disputa da competição nacional. Quanto à gestão, o presidente revelou que a dívida do clube, que era de mais de cinco milhões de reais, hoje gira em torno de 1,5 milhão. Confira muito mais da entrevista e da ascensão do JEC ainda nesta semana aqui no Santa Catarina FC.

Parabéns, JEC, mais um caneco na repleta sala de troféus e mais um título para o futebol do nosso estado.


­Clássico morno termina com o resultado de 1 a 1 na Ressacada


Entre provocações, nem avaianos nem alvinegros saíram satisfeitos



O Figueirense chegou à Ressacada com a possibilidade de se classificar para a Libertadores da América. Isso e a péssima campanha avaiana fizeram com que o estádio recebesse um pequeno público, com quase 50% de torcedores do Figueira.


Times alinhados antes da partida. Foto: Flávio Neves

O começo da partida foi “lá e cá”, com chances para os dois lados. Com o passar dos minutos iniciais, o Avaí tomou conta do jogo e assustou o Figueirense em algumas situações. Pelo lado alvinegro, apenas Elias, com um chute para fora e Ygor em uma cobrança de falta levaram perigo à meta avaiana.


Pelo lado azurra, Júnior Urso com muita garra teve uma ótima atuação e puxava o time para o ataque. No fim do primeiro tempo, em uma jogada pela direita, a bola foi para o meio da área e Diogo Orlando, de cabeça, abriu o placar no Aderbal Ramos da Silva. Terminou o fraco primeiro tempo.


Na segunda etapa, o Figueira voltou com outra pegada. O jogo mal tinha recomeçado e Héber, com um golaço, empatou a partida. O restante do segundo tempo foi muito mais quente. Entre algumas chegadas mais fortes, Julio Cesar foi expulso por dar uma cotovelada. Alguns minutos depois, Fernandes entrou em campo e botou mais fogo no jogo. Logo em sua primeira participação, tabelou com Héber e deu um chute muito forte, obrigando Moretto a fazer grande defesa. Daí pra frente, mais alguns ataques de um e de outro lado, e o placar terminou mesmo no 1 a 1.


Poucos avaianos foram à Ressacada. Foto: Flávio Neves

Para o Avaí é hora de se planejar para o ano que vem. Somente nesta semana, devem chegar cerca de 15 jogadores na Ressacada. Começa o trabalho de Mauro Ovelha, que tem a missão de fazer um bom Catarinense e tentar trazer o Leão de volta para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.


Torcida alvinegra foi em bom número para a Ressacada. Foto: Flávio Neves

No Figueirense, o planejamento é tão difícil quanto no lado rival. As saídas de Wellington Nem e do técnico Jorginho já foram confirmadas. Especula-se que pelo menos outros seis titulares saiam do time. A diretoria precisa preservar ao máximo a grande equipe que fez esta ótima campanha, manter uma base forte para continuar fazendo bonito em 2012. Nomes como Bruno e Juninho são de vital importância.


É preciso se lembrar que em 2009, o Avaí fez uma campanha até melhor que a do Figueirense, tendo ficado em sexto, uma posição à frente do rival em 2011. E, no ano seguinte, penou para permanecer na Série A, e neste ano não suportou mais. É bom olhar para o outro lado da ponte. O exemplo do que não pode ser feito está lá.

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